Os 6 principais Benefícios do Vinho para a saúde comprovados cientificamente

O vinho é o grande vencedor quando comparado a outras bebidas alcoólicas. Devido aos inúmeros estudos desenvolvidos atualmente, sabemos que ele contém uma mistura complexa e concentrada de substâncias químicas saudáveis, ​​chamadas polifenóis, que podem afetar positivamente muitas funções do nosso organismo. É preciso salientar que o consumo excessivo de álcool (mais de três doses por dia), pode levar a muitas doenças.

Veja uma lista detalhada dos benefícios do vinho através de seu consumo moderado:

1. O vinho pode melhorar a saúde do coração

O consumo moderado (até duas doses) de vinho tinto pode reduzir o risco de doenças cardíacas em aproximadamente 20%. Esta conclusão veio a partir de dados combinados de 51 estudos epidemiológicos que mostraram que tanto adultos aparentemente saudáveis quanto pacientes com histórico de ataque cardíaco e ainda pacientes com diabetes pareceram se beneficiar com o consumo da bebida.

Um estudo específico, o Health Professionals Follow-Up Study, envolveu mais de 38 mil profissionais de saúde do sexo masculino livres de doenças cardiovasculares. Estes homens tomaram de 1 a 2 doses de vinho por dia, 3 ou 4 vezes por semana, ao longo de 12 anos. Ao final deste período, verificou-se que eles tiveram o risco de ter um ataque do coração diminuído em 32% se comparado a um grupo semelhante que não tomava vinho.

A explicação para o fato é que o álcool desenvolvido nesta bebida reduz a formação de placas de entupimento das artérias, aumenta o colesterol bom, diminui a inflamação, e inibe a coagulação do sangue o que diminui o risco de aterosclerose.

Os polifenóis presentes no vinho tinto também agem inibindo a formação de placas de gordura, reduzindo a inflamação, ajudando a diminuir a pressão arterial, reduzindo a oxidação de lipídios e aumentando a capacidade dos vasos sanguíneos de se dilatar. Eles ainda ativam a produção de proteínas que previnem a morte celular.

Combinar vinho com uma atividade física é o que faz bem ao coração

De acordo com o treinador Ben Greenfield, considerado o melhor personal trainer americano nos anos de 2013 e 2014, o vinho faz o coração saudável se combinado com atividade física. Ele cita um estudo chamado In Vino Veritas (No Vinho Está a Verdade), onde pesquisadores introduziram o vinho moderadamente na dieta de um grupo de pessoas e monitorou os efeitos sobre seus corpos.

O estudo mostrou que, por si só, o hábito de tomar vinho não afetou significativamente o teor de colesterol, glicemia, triglicérides, ou níveis de marcadores inflamatórios como da proteína C reativa. Mas entre aqueles que faziam exercícios físicos pelo menos duas vezes por semana e também tomavam vinho, houve melhora significativa nas variáveis ​​de saúde após um ano de consumo de vinho, não importando se a pessoa tomou vinho branco ou tinto.

2. O consumo moderado de vinho tinto e suco de uva está ligado a um menor risco de diabetes

Pesquisas recentes mostraram que pessoas que tomam regularmente vinho tinto ou suco de uva tiveram mais facilidade em manter regular o teor do açúcar no sangue. Tais resultados sugerem que são os componentes não alcoólicos do vinho tinto, principalmente os polifenóis, que têm um efeito benéfico sobre o açúcar no sangue e a função da insulina.

Embora haja evidências de que a diabetes tipo 2 é menos prevalente entre os bebedores moderados, a relação risco-benefício é controversa. Por isso tantas pesquisas são feitas acerca do assunto.

Pesquisadores da Universidade de Ben-Gurion do Negev Medical Center-Soroka e de um Centro de Pesquisa Nuclear, também Israel, testaram tanto o vinho tinto quanto o branco em relação ao controle de glicose, e associaram os resultados positivos ao metabolismo do álcool de acordo com o perfil genético de cada pessoa.

Uma pesquisa anterior sugeriu que o vinho tinto tem propriedades particularmente vantajosas para as pessoas com diabetes tipo 2 porque ajuda a conter o risco potencialmente maior que estas pessoas têm de desenvolver doenças cardiovasculares. 

Pesquisa detalhada com pessoas com diabetes

A American Diabetes Association, Associação americana que avalia a diabetes, promoveu um estudo com 224 homens e mulheres entre 40 e 75 anos de idade, com diabetes bem controlada tipo 2 e que não ingeriam álcool. Após avaliação física, as pessoas foram divididas em dois grupos: o que recebia 150 ml de água no jantar e o que recebia 150ml de vinho. Em intervalos regulares, os pacientes forneciam amostras de sangue para a medição do perfil lipídico e o controle glicêmico.

Após dois anos, os pacientes que tomaram vinho tiveram uma diminuição do risco de complicações cardiometabólicas em comparação com os que tomaram somente água.

Os pesquisadores atribuíram ao próprio álcool o controle glicêmico, mas ressaltaram que o vinho tinto tem um efeito mais forte sobre os níveis de gordura por causa dos seus compostos fenólicos.

A equipe descobriu que as diferenças genéticas pessoais também afetam no controle glicêmico e, portanto, sugerem que testes genéticos podem ajudar a identificar quais os pacientes com diabetes tipo 2 se beneficiariam com o consumo moderado de vinho antes que a bebida seja introduzida como prática clínica.

3. Consumir vinho pode prevenir doença de Alzheimer e demência

Nos últimos dez anos uma série de estudos tem relatado uma redução significativa dos riscos de qualquer declínio cognitivo, demência ou doença de Alzheimer em pessoas que consomem quantidades moderadas de álcool, principalmente o vinho tinto, em comparação àqueles que não bebem.

O consumo moderado de vinho tinto previne significativamente a deterioração da memória e o desenvolvimento de alterações no cérebro como o Alzheimer, foi o que apontou alguns estudos específicos feitos em animais.

Cientistas afirmam, no entanto, que em pessoas, mesmo as que não possuem comprometimento cognitivo, o consumo moderado de vinho tinto pode melhorar as funções cerebrais.

As constatações de um estudo epidemiológico americano feito em mulheres chamado Nurses’ Health Study, constatou que as mulheres que consomem quantidades moderadas de álcool, incluindo o vinho tinto, apresentam melhor função cognitiva.

O cientista e Professor Edward J. Neafsey, afirma: “Nós não recomendamos que os abstêmios comecem a beber. Mas o consumo de vinho, quando moderado, pode ser benéfico”.

Eles e seus colegas relataram no The Journal of Disease Neuropsychiatric and Treatment que bebedores moderados de vinho tinto tiveram um risco 23% menor de desenvolver demência em comparação a pessoas que raramente ou nunca consumiram a bebida alcoólica.

4. Vinho pode reduzir sintomas da depressão

Em um dos estudos mais recentes dedicados a investigar os benefícios do vinho tinto para a saúde, pesquisadores espanhois relataram uma taxa de 32% menos casos de depressão entre os consumidores de vinho.

O estudo foi publicado no site BMC Medicine, um jornal eletrônico de medicina. Nele foram analisados mais de cinco mil homens e mulheres com idade entre 55 e 80 anos durante sete anos e os resultados mostraram que aqueles que consumiam quantidades moderadas de álcool, principalmente na forma de vinho tinto na faixa de dois a sete doses por semana, apresentaram taxas significativamente mais baixas de depressão em comparação a pessoas que não ingeriam nenhum tipo de bebida alcoólica.

Os pesquisadores comentaram que não se surpreenderam com os resultados porque já sabiam que a depressão compartilha algumas das mesmas causas de doenças que respondem favoravelmente ao consumo de vinho tinto como inflamações de baixo grau, doenças cardíacas e outras doenças crônicas.

5. Consumir vinho pode retardar o crescimento de células de alguns tumores malignos 

De acordo com descobertas feitas por cientistas da Universidade de Creta, na Grécia, o vinho pode retardar o crescimento de células do câncer de mama e da próstata, além de evitar o desenvolvimento de tumores da boca.

Cientistas franceses, por sua vez, descobriram evidências de que o antioxidante do vinho chamado resveratrol pode conter o crescimento de células de câncer no fígado.

No Reino Unido, cientistas da Universidade de Leicester informaram durante a Segunda Conferência Científica Internacional sobre Resveratrol e Saúde, que o consumo regular e moderado de vinho tinto pode reduzir o índice de tumores intestinais em aproximadamente 50%.

Pesquisas recentes também analisaram a relação entre o consumo regular de vinho e o câncer de mama, uma vez que estudos já mostraram que a maioria das bebidas alcoólicas aumenta o risco de câncer de mama.

O que se descobriu, no entanto, foi que a ingestão de vinho tinto tem o efeito oposto.

Na publicação americana Journal of Women’s Health, pesquisadores do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, explicaram que as substâncias químicas presentes nas cascas e sementes de uvas roxas reduzem os níveis de estrogênio e aumentam a testosterona em mulheres na pré-menopausa, o que resulta em um menor risco de desenvolver câncer da mama nesta faixa etária. Um resultado contrário ao que os estudos apontavam até então.

6. Vinho para uma vida mais longa

Pesquisadores da Harvard Medical School relataram que o vinho tinto tem propriedades que previnem o envelhecimento. Eles atribuíram estes benefícios do vinho especificamente ao resveratrol presente na pele das uvas roxas.

Os resultados da pesquisa, publicados na revista Cell Metabolismoffer, foram a primeira prova definitiva da ligação entre as propriedades antienvelhecimento de resveratrol e o gene SIRT1, um gene que codificam enzimas e proteínas estruturais no nosso organismo.

Embora as propriedades do vinho para manter a longevidade sejam ressaltadas desde a antiguidade, somente agora temos pesquisas que realmente atestam o fato.

Outro estudo realizado na Universidade de Londres relatou que as procianidinas, compostos normalmente encontrados no vinho tinto, mantêm os vasos sanguíneos saudáveis, um dos fatores que contribui para a maior expectativa de vida já observada no povo na Sardenha e sudoeste da França. Os pesquisadores também descobriram que o vinho tinto artesanal tem níveis muito mais elevados de procianidinas que os outros vinhos.
Fonte: Mundo Boa Forma

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite

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